INOAR – NOTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO

NOTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO

4 de novembro de 2013 às 19:04

A empresa Inoar vem a público, por meio desta nota, esclarecer a sua posição em relação à matéria do programa Fantástico, da Rede Globo, veiculada no último domingo (3.11.2013).

Primeiramente a empresa INOAR, juntamente com sua equipe técnica e Assessoria de Imprensa quer tranquilizar seus clientes e distribuidores, e informar que seu departamento jurídico está tomando todas as providências cabíveis em relação à difamatória reportagem de ontem, em face à situação de constrangimento e prejuízo moral a que foi submetida, uma vez que não foi citada no decorrer da matéria a sua resposta de defesa na íntegra, que já havia sido encaminhada por esta empresa a rede globo, revelando assim, que o processo de análise apresentado e veiculado no programa fantástico foi totalmente parcial.

Desde que a empresa foi contatada pela jornalista da Rede Globo, primeiro por telefone e posteriormente por e-mail, sobre a matéria referente ao produto “Apple Jelly”, foram encaminhados todos os testes realizados em laboratórios internacionais, além deter sido enviado, também a Bibliografia do ácido glioxílico, em grau farmacêutico, fornecido pelo nosso fornecedor CLARIANT (Líder mundial em especialidades químicas), onde consta o grau de pureza da referida substância.

De acordo com o nosso químico Sr. Nivaldo Crespo (renomado professor com mestrado e doutorado pela USP, pertencente ao Programa de Pós Graduação desta Universidade): “A afirmação de que o ácido glioxílico libera formol nas condições adequadas para o uso capilar é FALSA, e revela total ignorância sobre química e sobre o comportamento dessa substância”.

Nivaldo é categórico em afirmar que “o ácido glioxílico quando aquecido pode sofrer uma transformação na qual resulta em obtenção de ácido oxálico(que auxilia no fechamento das cutículas capilares), e nunca em formol na atmosfera em que vivemos”.

Além disso, no texto legal do rótulo em nenhum instante se recomenda que o produto deva ser submetido a algum tipo de aquecimento. Quanto ao uso de prancha e secador, é de conhecimento de nossos clientes e distribuidores que o produto é totalmente retirado no momento de seu enxágue, para só depois ser escovado e pranchado. Nessa ocasião, diferentemente do que foi dito na reportagem o quer estaria do produto após o enxágue, seriam traços de moléculas do ácido glioxílico que ficam aderidas na superfície do cabelo, em quantidade tão insignificante que em nenhum instante poderia gerar alguma reação de decomposição, ainda assim, jamais seria observada a liberação de formol.

A análise adequada da produção de formaldeído nos sistemas antifrizz e redutores de volume, a partir do ácido glioxílico usado nos mesmos, deve ser realizado a partir do exame da quantidade efetivamente gerada nas condições de uso do produto, ou seja, na temperatura, pressão atmosférica e após a lavagem do cabelo. Mas não é este o teste apresentado no Fantástico, feito pela UFRJ. Ela fez exatamente o teste que foi pedido pelo programa. O teste que interessava ao programa para conseguir sua matéria polêmica, não levou em conta os critérios específicos necessários, até porque se fizesse o teste corretamente, não haveria matéria. O teste deveria ter sido feito, seguindo o protocolo de aplicação de cada produto analisado. O ácido glioxílico apenas em altíssimas temperaturas (acima de 500 graus célsius) e em atmosferas próximas ao vácuo absoluto seria capaz deliberar uma ínfima quantidade de monóxido de carbono, dióxido de carbono e formaldeído. Mas este fato não se dá somente com o ácido glioxílico A maioria dos ácidos à temperatura de decomposição (alta temperatura) libera pequenas quantidades de formaldeído. A matéria do Fantástico baseia-se em um único estudo cientifico disponível, que é dos anos 80: “The gas-phase photochemistry and thermal decomposition of glyoxylic acid (R. A. BACK AND S. YAMAMOTO, 1984)”. Baseado neste estudo (feito em condições atmosféricas que não reproduz em nossa realidade) podemos mesmo assim projetar as condições da experiência realizada pelos cientistas para as condições habituais em que o cosmético é usado. No artigo de Back & Yamamoto há o registro de que após aproximadamente 100 minutos de exposição do vapor de ácido glioxílico à fotólise, apenas 0,3 micromol de formol ou nove microgramas é liberado. Back & Yamamoto usaram uma solução de ácido glioxílico pura (cerca de 98%, já a indústria cosmética usa a 50%) e obtiveram nove microgramas de formaldeído. Considerando que o produto comercial tem baixas concentrações de ácido glioxílico, então aproximadamente obtém-se 0.495 microgramas, ou 0.000 495 mg. Por que tal cálculo é importante?Por que na atmosfera o nível aproximado de formaldeído é de 0.001 mg/m3 em áreas rurais (0.1 ppb) e abaixo de 0.02 mg/m3 em áreas urbanas (2 ppb) e se o estudo de Back & Yamamoto indicou apenas 0.000495 mg, então a liberação de formaldeído nos sistemas antifrizz e redutores de volume, é menor do que a concentração de formaldeído na atmosfera rural. Conversão: 1 ppm = 1.25 mg/ m31mg/m3 = 0.8 ppm (em 20 ºC) Tabela do Instituto Nacional do Câncer brasileiro para ilustração dos efeitos do formol. Efeitos do formol em humanos após exposições de curta duração Média de concentração Tempo médio Efeitos à saúde população geral 0,8 – 1 ppm Exposições repetidas percepção olfativa até 2 ppm Única ou repetida exposição irritante aos olhos, nariz e garganta 3 – 5 ppm 30 minutos lacrimação e intolerância por algumas pessoas 10 – 20 ppm Tempo não especificado dificuldade na respiração e forte lacrimação 25 – 50 ppm Tempo não especificado edema pulmonar, pneumonia, perigo de vida 50 – 100 ppm Tempo não especificado pode causar a morte Fonte: Adaptado World Health Organization (1989); IARC (1995); WHO Regional Office for Europe (1987).

No caso do programa Fantástico, a análise conduzida como mostra o vídeo, levam diretamente a fonte de calor o ácido in natura e também levam o próprio produto a uma fonte de calor com altas temperaturas, contrariando o protocolo de aplicação. O teste correto seria de monitoramento do ar com protocolo de aplicação conforme instruções padrões.Este é o teste correto, mas não é interessante para o Fantástico já que dessa maneira eles não teriam polemica ou matéria. O ácido glioxílico tem seu uso regulado, inclusive, no Canadá e nos EUA (até mesmo no Estado da Califórnia,onde as leis são muito rígidas para emissões de gases), não há nenhum problema neste momento com base na Ficha de Segurança do ácido glioxílico.

Queremos afirmar que a matéria, a nosso ver, é altamente direcionada e tendenciosa, pois em nenhum momento informa ao consumidor qual é o protocolo utilizado para obtenção dos resultados da análise. Não devemos esquecer que grandes companhias que são anunciantes da Rede Globo perderam espaço com seus alisamentos de tioglicolato e guanidina,hidróxido de sódio (a famosa soda cáustica), que gerava milhões no mercado. A Inoar juntamente com uma equipe de químicos italianos, liderados pelo senhor Alderano Manozzi, trouxe para o Brasil o ácido glioxílico, que revolucionou a indústria mundial de cosméticos capilares. Ele faz a felicidade de milhares de mulheres. Gera receitas para milhares de famílias. Porque só algumas indústrias de cosmético capilar brasileiras estão sendo atacadas?

Comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou nossa linha de procedimento, informamos que o produto será encaminhado para análise em laboratório credenciado e de reconhecimento nacional.

Os resultados das análises laboratoriais serão divulgados assim que o recebermos.

Tenham a certeza de que a credibilidade de nossa empresa não ficará manchada, pois a nossa filosofia de trabalho sempre foi pautada na verdade e na ética.

Equipe Inoar.

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Sobre André Zanoti

É mestre em Direito, pelo Centro Universitário Eurípides de Marília - UNIVEM (2008), especialista em Política e Estratégia pela Universidade de São Paulo – USP (2004), especialista em Direitos Especiais pelo Centro Universitário Eurípides de Marília – UNIVEM (2002), graduado em Direito pela Universidade de Marília – UNIMAR (1999). Concluiu o ensino-medio na Fox Lane High School – Bedford/New York (1992). Foi editor do Boletim Desafio e membro do corpo editorial da Revista Direito e Análise. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Internacional, Sociologia, Sociologia Jurídica, Ciência Política e Teoria Geral do Estado e Direito Civil. Atua principalmente nos seguintes temas: Crítica aos Fundamentos da dogmática jurídica, principiologia do Direito e construção do saber jurídico. É advogado associado do escritório Zanoti e Almeida Advogados Associados, inscrito na OAB/SP sob o número 5.222, desde 2000 e do escritório Pradella e Zanoti, em Ourinhos. Possui formação em Programação Neurolinguistica, pelo Southern Institute of Neurolinguistic e em Empreendedorismo – EMPRETEC/SEBRAE, e ministra cursos, palestras e treinamentos à pessoas jurídicas de direito público e privado, nas áreas de coaching, gestão administrativa, capacitação corporativa, liderança, negociação, formação e gerenciamento de equipes, oratória entre outros. Atualmente, é vice-presidente da ONG Associação Ambientalista de Defesa da Bacia Hidrográfica do Vale do Paranapanema - ADERP, membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Assis - CONDEMA, e membro da câmara técnica de capacitação, mobilização e educação ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paranapanema – CBH-MP.
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